Abordagem sobre a fertilidade do solo predominante em Angola com Marcia Gaspar

Thursday, July 6, 2017, 5:00 – 7:00 PM UTC

Angola é considerado como o 16º país do mundo com maior potencial agrícola. Esta classificação deve-se aos cerca de 58 milhões de hectares.

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Angola é considerado como o 16º país do mundo com maior potencial agrícola. Esta classificação deve-se fundamentalmente pelas seguintes razões: (i) grandes extensões de solos aráveis, estimados em cerca de 58 milhões de hectares, (ii) abundância em recursos hídricos e (iii) energia radiante ao longo de todo o ano. Apesar destes enormes recursos, a agricultura angolana regista actualmente baixas produções unitárias. O principal factor que condiciona a produção agrícola está relacionado com a baixa fertilidade dos solos ferralíticos. Estes solos são os mais predominantes em Angola, ocupam cerca de 45,35% do território nacional.

No período colonial, a agricultura tinha um papel muito importante, satisfazia a maior parte das necessidades alimentares do mercado nacional, e exportava a produção das culturas de rendimento (café, algodão, sisal e banana). O sucesso desta agricultura fundamenta-se pelo profundo conhecimento científico e técnico dos solos de Angola e pela especialização dos Engenheiros Agrónomos em questões de pedologia e em problemas respeitantes a fertilidade dos solos. Com efeito, as investigações realizadas no então Instituto de Investigação Agronómica de Angola, mostraram que 92% dos solos angolanos apresentavam carências de azoto e 94% carência de fósforo. O azoto e o fósforo são os dois nutrientes que mais limitam a produtividade dos solos tropicais, e em particular dos angolanos.

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